sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sob barbas de Deus

Sob as barbas de Deus nós dançamos
Entre as dádivas e o som dos arcanjos
Toda a festa sem hora marcada
Não tem precisão de tão cedo acabar

Junto a nós sempre houve o céu
Sempre foi tão simples balançar
Em um templo de ouro ou em papel
Seu tai chi é que faz meditar

Entre os laços e contornos do corpo é que posso sentir flutuar
E quem diz saber ao certo os planos, com a mentira só pode contar

Sei que bailo girando nas notas
Que você é o tom que tramei alcançar
Mas nas nuvens nada disso importa
É só som, é som, é só você...

E quem nos segura com as asas que nos demos?
E quem ? E quem ? Nos segura?
Você na loucura e eu no canto sincero.

Deus vê

Como é duro acreditar
ser sublime no olhar
ter você no seu lugar e fazer tudo por você
ah se deus pudesse ver
toda essa redenção
o caminho persistente
de chegar no meu colchão...

é tudo brasa agora
sua flor não me ignora
luto o quanto for se teu amor nao for embora

U lá lá lá
lá vem a lua outra vez
se nao for só em palavras
vem no olhar sem prometer,
ja escrevi no meu sorriso
quem você tem em suas mãos
lhe dou força de um amigo
entre os braços da paixão

é tudo brasa agora
sua flor não me ignora
luto o quanto for se teu amor nao for embora

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Sem cheiro

calma constante só alimenta a alma
se tudo fosse flores era o amor quem murchava

se tudo fosse flores qual o perfume?e a graça?

vivo assim,
bem só com a alma lavada
- sem cheiro -.

o vento só leva o aroma que transborda,
que estiver em excesso

o fato é não forçar,
deixa o exagero e o destempero pro lado de lá

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A graça da desgraça

Eu quero mais é que você sofra
Eu quero mais que você chore
Quando ver
Quando me ver
Quando nao conseguir mais me ver

Por que sou estrela solta e você tão presa
E quase me prendeu nesse seu jeito de ser tão louca

Prendendo minha alma, comendo minhas asas

Só não se perca
Só não enjooe na estrada

Que não sou carne fresca ou tapa na cara
Caia bem aqui na minha frente
Sem saber a graça da desgraça

Plebeu de luta

Desse jeito como ?
Sou só eu com a lama e você com o ouro
É seu o sorriso e só meu o osso

Aqui há um plebeu de luta
Que vai com a cara e coragem sempre que preciso
A minha alma são meus punhos e não esqueça disso

Não duvide que pode ser melhor se eu for pior...
Mas se eu for pior?

Se for dia de escolher eu quero é guerra
Eu quero é guerra em função de paz

Olha lá você, vê pra acreditar
Olhe o seu lado vê quem te quer mais....

Não duvide que pode ser melhor se eu for pior...
Mas se eu for pior?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Todos os remédios

Pra tudo tem remédio
Dor dente,
Cotovelo,
Pro cabelo
E até pro tédio.

Chá,
Poção,
Vela,
Caldeirão.

Tudo é arma e escudo no vício da proteção.

Tudo é arma e escudo no vício da proteção.

O cinto,
a faca,
Prudência na estrada,

Grade,
janela,
O número do camburão

Tudo é sempre arma e escudo no vício da proteção...

Astro Luz

Chega de fingir que o mundo aqui é perfeito
que somos planetas livres parados por escolha
e que não há um Sol que nos torra cada vez mais

eu só queria orbitar sem modelo a seguir
ser astro, Senhor da luz, da minha luz
a dádiva e a proteção já me enjoaram demais

Não há gravidade tão forte
quanto essa que tenta me impor
o que importa se o rumo é tão pobre
se a escolha nunca trouxe calor

Tudo gira dentro do esperado
quando se vê algo além da fumaça
esperar não é bem natural

que durem os anos cheios de luz
eu giro como e onde quiser
explodo mil vezes se for renascer...

Não há gravidade tão forte
quanto essa que tenta me impor
o que importa se o rumo é tão pobre
se a escolha nunca trouxe calor

Pro seu inferno

o momento de você fazer o certo nunca vem
cade o exemplo que eu tanto esperei?
a paixão pela vida?
o tesão de viver?

seus gritos não são mais ouvidos
não ha mais nada que me prenda a você
você só tira, nunca vi nada assim
no fim das contas só a culpa pra mim

pensa errado se me vê sob seus braços
eu quero é bater de frente agora
não interessa se leve ou pesado
pro inferno o que me faz tão calado

esse é o seu jeito e o meu
sem tinta pra ninguém se privar
perdeu dessa vez
sempre perdeu, só não podia notar

sozinho agora é o que te resta de melhor
se nao houvesse tanto
seria bem pior....

pensa errado se me vê sob seus braços
eu quero é bater de frente agora
não interessa se leve ou pesado
pro inferno o que me faz tão calado

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Lembra?

Parcele em quantas vezes quiser essa dor
Trame bem o seu pesar em noites que nao me notar
Faça careta ou cara feita, se indisponha com louvor
Estarei bem ao seu lado ou em qualquer outro lar

Foi tudo questão de tempo como bem quis te avisar
Não há bondade que dure nem compaixão eterna
A audácia do seu desprezo não era doce de degustar
E nem tudo que um dia floresce, a tudo supera

Lembra?
Quantas vezes quis me ver fora dali
Lembra?
Eu sem rumo quase teu sem reagir

A noite mudou de rotina, pintou em outra cor a tela do luar
Já não me vê mais preocupado em planos de fortalecer
Você alheia ao mundo, fez de tudo por isso sem nem mesmo notar
Agora o que resta é o destino e a aposta de esperar pra ver

Não finja satisfeita com os rumos que não nunca convenceu querer
Entre todas aparências o que sobrou foi o "te conheço bem..."
E se não se importa não há nada mais para lamentar
O grande começo, talvez recomeço, é continuar....

Lembra?
Quantas vezes quis me ver fora dali
Lembra?
Eu sem rumo quase teu sem reagir

Real Sexto Sentido

nem todos crescem
preguiça, preguiça de ir além do bem comum
é melhor se esconder atras de alguém
atrás de um
tudo na mão quando a fuga não é mais prisão
uniforme é o desejo de 9 de uns 10
talvez assim por eles
vivemos no revés
é o tênis, a calça a blusa do momento
tudo isso empregnado duramente no pensamento
paga 5 leva 2 é a soma que consome
vende a alma pro desejo
se esquece de ser homem
conforto das rédeas impostas pelo poder
engordar, se casar e por Deus enriquecer
a familia enche o saco nao retorna seu dinheiro
talvez nao seja o foco do melhor investimento

cadastre a digital
seu codigo de barras
nao fuja do quintal
nao abra suas asas
cadastre a digital
seu codigo de barras
nao fuja do quintal
nao abra suas asas

tudo que eles querem é te ver tão mal assim
preocupado com o trabalho
se a bolsa vai subir
nao cometa o ato falho
de no fim não permitir
olhar para o lado sem notar
a marca do vestido
não é esse o nosso real sexto sentido
consistência é o desejo de um em um milhão
sem costuras
percebendo que tudo aqui é prisão
a tv que te entreeem
é a mesma que detêm
com sorriso pra platéia te fazendo refém
aguardem um momento o minuto do plim plim
amém

cadastre a digital
seu codigo de barras
nao fuja do quintal
nao abra suas asas
cadastre a digital
seu codigo de barras
nao fuja do quintal
nao abra suas asas

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Tempo é dinheiro?!

Um chefe em um dia cinzento com um olhar rabugento e muito vacuo no peito me disse assim: “Anda meu filho, tempo é dinheiro...
Ganhar é preciso, porque o tempo não para e ele não é infinito....”

tempo é dinheiro?
é o caralho é viver!

cercado em uma ilha de idiotas
esperando o futuro da bandeira
em ordem pela paz remota
força pra não fazer besteira

não há futuro pras crianças do meu povo
é tudo lenda,o mesmo ble ble ble de novo
eu vou em frente na mistica do meu alvinegro
nao tenho nada pra quem me aponta o dedo
vou transitando entre os patifes engomados
atras das cifras e do dinheiro desgraçado

tempo é dinheiro?
é o caralho é viver!
tempo é dinheiro?
é o caralho é viver!
cade você nesse furdunço?
será que o mundo já te engoliu?

“te chamam de ladrão , de bicha e maconheiro
tudo bem eu aceito desses mesmo só o terceiro
eu fumo mesmo... “

e quem você me diz que vai te ajudar é só mais um na selva que quer te mastigar
vota nele, vai atrás dele
c´ vai ver no que é que dá
deposita seu dinheiro na conta que ele indicar
"171filhodaputadigitonãoatravesseminhaluta"

nem meu samba que não é bom
mas ta ai pra respirar
se nao aguenta a pressão também não sou eu que vou salvar
vá em frente c é forte nada pode te parar
pé no mundo e na areia que a vida é de brisar

pois nao se faz assim, a estrada continua...

tempo é dinheiro?
é o caralho é viver!
tempo é dinheiro?
é o caralho é viver!

agora pense bem...
o que te faz melhor?
correr atrás do ouro ou saber a letra de cor?

Pois pense bem, pense bem, pense bem
fim da vida não é algo tão além
se quer saber o futuro se atente no presente
que o que vale é viver...

Chá Bem Gous

onde tarde você foi?
quantos goles ja tomou?
pra chegar aqui,assim, desse jeito amor...

seu passo sem precisar
chão embaixo do seu par
de sapatos sem cuidado de se amarrar

chega assim tarde demais
sem saber o que que faz
vai deitar, desmaia ,evita conversar

peço ao mundo te guiar
em noites escuras sem luar
é que se vê o perigo de se deleitar

venha da noite, eu sempre fui...
venha da noite, eu sempre fui...
tu me garante o seu valor
venha da noite, eu sempre fui...

as vias por onde andei
nem pensaram em me dizer
o seu rumo em horas que não cochilei

e hoje quem vê você
pensa certo que eu que errei
fazendo tudo em linha do meu bem querer

só veêm você a suspirar
sempre longe do seu lar
não imaginam a escolha que tu fez

se por ti não choro mais
sei que um dia fui capaz
de enfrentar o mundo frente ao seu sofrer

mas não queres: esqueça, esqueça, esqueça...

venha da noite, eu sempre fui...
venha da noite, eu sempre fui...
tu me garante o seu valor
venha da noite, eu sempre fui...

sábado, 8 de novembro de 2008

Nem sempre me digo presente, mas presente!

E quieta, iluminando o foco de me atenção me faço feliz.

Psiu: silêncio, silêncio....

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Como vai?

sem fé no mundo bincou de olhar
tão quieta,
era sempre em silêncio o seu "como vai?"
os charmes forjados e o gestos pensados
eram de assustar
sempre lembrava,
mas não se queixava de não se lembrar

Nada de mim

você não sabe nada de mim
só das coisas do seu jeito
já não sabe nada do encanto
do que é tentar ser perfeito

escolhe o jeito de andar
querendo tudo em sentido
é quente, é frio
é sempre o mesmo conflito

quando a sirene tocar
se proteja meu bem
na sombra dos outros
ninguém é ninguém

sua maquiagem borrou
assim nao te reconheço
falou aos outros o que quis
mas se esqueceu do preço

nao sabe é de mais nada
das histórias que quis
cara feia sempre foi fome
e o seu regime pede bis

quando a sirene tocar
se proteja meu bem
na sombra dos outros
ninguém é ninguém

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Na sala de estar

As almas estão fora de órbita
O calor e a depressão só apagam a luz
Revolta contra a dor do mundo hipócrita
Você não é mais criança e ninguém mais te conduz

Aquele sopro na vela de reza ventou levando o seu absurdo

Mediocridade humana admirada pelos homens
O crescer entre aspas não tem preço
Insegurança e agonia que se põe em segredo
Só não cala o amor dos que não esqueço

É quase questão de honra ser guia dessa corrida insana
Profana é a paz alarmada no conforto da sala de estar

Na sala de estar, está tudo bem
Na sala de estar, está tudo bem

O Sol não te quer preso o dia todo pra ver a economia evoluir
A ciência não acompanha o seu esforço
De trabalhar,
De ser feliz...

Chuva,chuva,
Chove sem parar na sua rua
Seu pior medo é viver o que já vive rapaz
Profana é a paz alarmada no conforto da sala de estar

Na sala de estar, está tudo bem
Na sala de estar, está tudo bem

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Era vida

olha lá o mundo indo ali,
embora
fecho a porta com os pés,
agora
tudo cinza, fica assim
lá fora,

sem lembrar do tempo e o rosto ao certo fez comparação.
Se quer assim nao nego seu desejo
só não use esse nome em vão

lembra?
lembra?
tudo era fantasia
lembra?
você lembra?
era vida, era a vida....