sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sob barbas de Deus

Sob as barbas de Deus nós dançamos
Entre as dádivas e o som dos arcanjos
Toda a festa sem hora marcada
Não tem precisão de tão cedo acabar

Junto a nós sempre houve o céu
Sempre foi tão simples balançar
Em um templo de ouro ou em papel
Seu tai chi é que faz meditar

Entre os laços e contornos do corpo é que posso sentir flutuar
E quem diz saber ao certo os planos, com a mentira só pode contar

Sei que bailo girando nas notas
Que você é o tom que tramei alcançar
Mas nas nuvens nada disso importa
É só som, é som, é só você...

E quem nos segura com as asas que nos demos?
E quem ? E quem ? Nos segura?
Você na loucura e eu no canto sincero.

Deus vê

Como é duro acreditar
ser sublime no olhar
ter você no seu lugar e fazer tudo por você
ah se deus pudesse ver
toda essa redenção
o caminho persistente
de chegar no meu colchão...

é tudo brasa agora
sua flor não me ignora
luto o quanto for se teu amor nao for embora

U lá lá lá
lá vem a lua outra vez
se nao for só em palavras
vem no olhar sem prometer,
ja escrevi no meu sorriso
quem você tem em suas mãos
lhe dou força de um amigo
entre os braços da paixão

é tudo brasa agora
sua flor não me ignora
luto o quanto for se teu amor nao for embora

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Sem cheiro

calma constante só alimenta a alma
se tudo fosse flores era o amor quem murchava

se tudo fosse flores qual o perfume?e a graça?

vivo assim,
bem só com a alma lavada
- sem cheiro -.

o vento só leva o aroma que transborda,
que estiver em excesso

o fato é não forçar,
deixa o exagero e o destempero pro lado de lá

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A graça da desgraça

Eu quero mais é que você sofra
Eu quero mais que você chore
Quando ver
Quando me ver
Quando nao conseguir mais me ver

Por que sou estrela solta e você tão presa
E quase me prendeu nesse seu jeito de ser tão louca

Prendendo minha alma, comendo minhas asas

Só não se perca
Só não enjooe na estrada

Que não sou carne fresca ou tapa na cara
Caia bem aqui na minha frente
Sem saber a graça da desgraça

Plebeu de luta

Desse jeito como ?
Sou só eu com a lama e você com o ouro
É seu o sorriso e só meu o osso

Aqui há um plebeu de luta
Que vai com a cara e coragem sempre que preciso
A minha alma são meus punhos e não esqueça disso

Não duvide que pode ser melhor se eu for pior...
Mas se eu for pior?

Se for dia de escolher eu quero é guerra
Eu quero é guerra em função de paz

Olha lá você, vê pra acreditar
Olhe o seu lado vê quem te quer mais....

Não duvide que pode ser melhor se eu for pior...
Mas se eu for pior?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Todos os remédios

Pra tudo tem remédio
Dor dente,
Cotovelo,
Pro cabelo
E até pro tédio.

Chá,
Poção,
Vela,
Caldeirão.

Tudo é arma e escudo no vício da proteção.

Tudo é arma e escudo no vício da proteção.

O cinto,
a faca,
Prudência na estrada,

Grade,
janela,
O número do camburão

Tudo é sempre arma e escudo no vício da proteção...

Astro Luz

Chega de fingir que o mundo aqui é perfeito
que somos planetas livres parados por escolha
e que não há um Sol que nos torra cada vez mais

eu só queria orbitar sem modelo a seguir
ser astro, Senhor da luz, da minha luz
a dádiva e a proteção já me enjoaram demais

Não há gravidade tão forte
quanto essa que tenta me impor
o que importa se o rumo é tão pobre
se a escolha nunca trouxe calor

Tudo gira dentro do esperado
quando se vê algo além da fumaça
esperar não é bem natural

que durem os anos cheios de luz
eu giro como e onde quiser
explodo mil vezes se for renascer...

Não há gravidade tão forte
quanto essa que tenta me impor
o que importa se o rumo é tão pobre
se a escolha nunca trouxe calor

Pro seu inferno

o momento de você fazer o certo nunca vem
cade o exemplo que eu tanto esperei?
a paixão pela vida?
o tesão de viver?

seus gritos não são mais ouvidos
não ha mais nada que me prenda a você
você só tira, nunca vi nada assim
no fim das contas só a culpa pra mim

pensa errado se me vê sob seus braços
eu quero é bater de frente agora
não interessa se leve ou pesado
pro inferno o que me faz tão calado

esse é o seu jeito e o meu
sem tinta pra ninguém se privar
perdeu dessa vez
sempre perdeu, só não podia notar

sozinho agora é o que te resta de melhor
se nao houvesse tanto
seria bem pior....

pensa errado se me vê sob seus braços
eu quero é bater de frente agora
não interessa se leve ou pesado
pro inferno o que me faz tão calado

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Lembra?

Parcele em quantas vezes quiser essa dor
Trame bem o seu pesar em noites que nao me notar
Faça careta ou cara feita, se indisponha com louvor
Estarei bem ao seu lado ou em qualquer outro lar

Foi tudo questão de tempo como bem quis te avisar
Não há bondade que dure nem compaixão eterna
A audácia do seu desprezo não era doce de degustar
E nem tudo que um dia floresce, a tudo supera

Lembra?
Quantas vezes quis me ver fora dali
Lembra?
Eu sem rumo quase teu sem reagir

A noite mudou de rotina, pintou em outra cor a tela do luar
Já não me vê mais preocupado em planos de fortalecer
Você alheia ao mundo, fez de tudo por isso sem nem mesmo notar
Agora o que resta é o destino e a aposta de esperar pra ver

Não finja satisfeita com os rumos que não nunca convenceu querer
Entre todas aparências o que sobrou foi o "te conheço bem..."
E se não se importa não há nada mais para lamentar
O grande começo, talvez recomeço, é continuar....

Lembra?
Quantas vezes quis me ver fora dali
Lembra?
Eu sem rumo quase teu sem reagir

Real Sexto Sentido

nem todos crescem
preguiça, preguiça de ir além do bem comum
é melhor se esconder atras de alguém
atrás de um
tudo na mão quando a fuga não é mais prisão
uniforme é o desejo de 9 de uns 10
talvez assim por eles
vivemos no revés
é o tênis, a calça a blusa do momento
tudo isso empregnado duramente no pensamento
paga 5 leva 2 é a soma que consome
vende a alma pro desejo
se esquece de ser homem
conforto das rédeas impostas pelo poder
engordar, se casar e por Deus enriquecer
a familia enche o saco nao retorna seu dinheiro
talvez nao seja o foco do melhor investimento

cadastre a digital
seu codigo de barras
nao fuja do quintal
nao abra suas asas
cadastre a digital
seu codigo de barras
nao fuja do quintal
nao abra suas asas

tudo que eles querem é te ver tão mal assim
preocupado com o trabalho
se a bolsa vai subir
nao cometa o ato falho
de no fim não permitir
olhar para o lado sem notar
a marca do vestido
não é esse o nosso real sexto sentido
consistência é o desejo de um em um milhão
sem costuras
percebendo que tudo aqui é prisão
a tv que te entreeem
é a mesma que detêm
com sorriso pra platéia te fazendo refém
aguardem um momento o minuto do plim plim
amém

cadastre a digital
seu codigo de barras
nao fuja do quintal
nao abra suas asas
cadastre a digital
seu codigo de barras
nao fuja do quintal
nao abra suas asas

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Tempo é dinheiro?!

Um chefe em um dia cinzento com um olhar rabugento e muito vacuo no peito me disse assim: “Anda meu filho, tempo é dinheiro...
Ganhar é preciso, porque o tempo não para e ele não é infinito....”

tempo é dinheiro?
é o caralho é viver!

cercado em uma ilha de idiotas
esperando o futuro da bandeira
em ordem pela paz remota
força pra não fazer besteira

não há futuro pras crianças do meu povo
é tudo lenda,o mesmo ble ble ble de novo
eu vou em frente na mistica do meu alvinegro
nao tenho nada pra quem me aponta o dedo
vou transitando entre os patifes engomados
atras das cifras e do dinheiro desgraçado

tempo é dinheiro?
é o caralho é viver!
tempo é dinheiro?
é o caralho é viver!
cade você nesse furdunço?
será que o mundo já te engoliu?

“te chamam de ladrão , de bicha e maconheiro
tudo bem eu aceito desses mesmo só o terceiro
eu fumo mesmo... “

e quem você me diz que vai te ajudar é só mais um na selva que quer te mastigar
vota nele, vai atrás dele
c´ vai ver no que é que dá
deposita seu dinheiro na conta que ele indicar
"171filhodaputadigitonãoatravesseminhaluta"

nem meu samba que não é bom
mas ta ai pra respirar
se nao aguenta a pressão também não sou eu que vou salvar
vá em frente c é forte nada pode te parar
pé no mundo e na areia que a vida é de brisar

pois nao se faz assim, a estrada continua...

tempo é dinheiro?
é o caralho é viver!
tempo é dinheiro?
é o caralho é viver!

agora pense bem...
o que te faz melhor?
correr atrás do ouro ou saber a letra de cor?

Pois pense bem, pense bem, pense bem
fim da vida não é algo tão além
se quer saber o futuro se atente no presente
que o que vale é viver...

Chá Bem Gous

onde tarde você foi?
quantos goles ja tomou?
pra chegar aqui,assim, desse jeito amor...

seu passo sem precisar
chão embaixo do seu par
de sapatos sem cuidado de se amarrar

chega assim tarde demais
sem saber o que que faz
vai deitar, desmaia ,evita conversar

peço ao mundo te guiar
em noites escuras sem luar
é que se vê o perigo de se deleitar

venha da noite, eu sempre fui...
venha da noite, eu sempre fui...
tu me garante o seu valor
venha da noite, eu sempre fui...

as vias por onde andei
nem pensaram em me dizer
o seu rumo em horas que não cochilei

e hoje quem vê você
pensa certo que eu que errei
fazendo tudo em linha do meu bem querer

só veêm você a suspirar
sempre longe do seu lar
não imaginam a escolha que tu fez

se por ti não choro mais
sei que um dia fui capaz
de enfrentar o mundo frente ao seu sofrer

mas não queres: esqueça, esqueça, esqueça...

venha da noite, eu sempre fui...
venha da noite, eu sempre fui...
tu me garante o seu valor
venha da noite, eu sempre fui...

sábado, 8 de novembro de 2008

Nem sempre me digo presente, mas presente!

E quieta, iluminando o foco de me atenção me faço feliz.

Psiu: silêncio, silêncio....

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Como vai?

sem fé no mundo bincou de olhar
tão quieta,
era sempre em silêncio o seu "como vai?"
os charmes forjados e o gestos pensados
eram de assustar
sempre lembrava,
mas não se queixava de não se lembrar

Nada de mim

você não sabe nada de mim
só das coisas do seu jeito
já não sabe nada do encanto
do que é tentar ser perfeito

escolhe o jeito de andar
querendo tudo em sentido
é quente, é frio
é sempre o mesmo conflito

quando a sirene tocar
se proteja meu bem
na sombra dos outros
ninguém é ninguém

sua maquiagem borrou
assim nao te reconheço
falou aos outros o que quis
mas se esqueceu do preço

nao sabe é de mais nada
das histórias que quis
cara feia sempre foi fome
e o seu regime pede bis

quando a sirene tocar
se proteja meu bem
na sombra dos outros
ninguém é ninguém

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Na sala de estar

As almas estão fora de órbita
O calor e a depressão só apagam a luz
Revolta contra a dor do mundo hipócrita
Você não é mais criança e ninguém mais te conduz

Aquele sopro na vela de reza ventou levando o seu absurdo

Mediocridade humana admirada pelos homens
O crescer entre aspas não tem preço
Insegurança e agonia que se põe em segredo
Só não cala o amor dos que não esqueço

É quase questão de honra ser guia dessa corrida insana
Profana é a paz alarmada no conforto da sala de estar

Na sala de estar, está tudo bem
Na sala de estar, está tudo bem

O Sol não te quer preso o dia todo pra ver a economia evoluir
A ciência não acompanha o seu esforço
De trabalhar,
De ser feliz...

Chuva,chuva,
Chove sem parar na sua rua
Seu pior medo é viver o que já vive rapaz
Profana é a paz alarmada no conforto da sala de estar

Na sala de estar, está tudo bem
Na sala de estar, está tudo bem

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Era vida

olha lá o mundo indo ali,
embora
fecho a porta com os pés,
agora
tudo cinza, fica assim
lá fora,

sem lembrar do tempo e o rosto ao certo fez comparação.
Se quer assim nao nego seu desejo
só não use esse nome em vão

lembra?
lembra?
tudo era fantasia
lembra?
você lembra?
era vida, era a vida....

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Psiu ow ow

hey psiu ow hey
o egoismo é quase tudo
é a falha da nossa lei
quero que se espalhe com força
seu jeinho, eu não sei
se é forte como doença
o presente que lhe dei---- é amor

psiu ow ow
é amor
psiu ow ow
é amor

no dia daquela chuva
te vi em favos de mel
o olho transforma tudo que se deixou ao léu
eu quero favas contadas
pouco mais de dizer
se o tempo é detenção
o que importa saber---que é amor

psiu ow ow
é amor
psiu ow ow
é amor

tuntuntarata é amor
tuntuntarata é amor
theverata é amorrr

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Quem sabe mais do que só nós vivemos?

É tudo boato, o fato é que só nós sabemos
Deixe pra lá essa marra do dedo que aponta
Não há concordancia em mudar o final
Faz de conta
Que nada que digam fez em ti menção de mudar
Hoje sou do seu mundo , constante , falem o que falar...

Trela só pra quem merecer
Seu olhar chamou de longe isso só eu vou entender...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Leve por lebre.

toda essa burguesia
todo esse dinheiro
essa paz que se compra
nesse falso contexto

convence o fraco
na crença do desejo
por fim sai barato
doutrina desespero

e quem vive avoado
mal se repara na vida
aceita tudo calado
tendo o prato e a comida

sei que se ele soubesse
da força da sua mão
não a daria à palmatória
em paz com sua servidão

e o que te faz mais distante
é o sonho real
nao ser mais figurante
no seu próprio quintal

caminhar sem sentido
nas vias em construção
ser barrado em um banco
foi pagar e é ladrão...

cantar é preciso enquanto não lhe tiram a força do sol...
a bela princesa, gela a cerveja
um pouco do bom...

admitir o absurdo
sob os olhos abertos
querer aquilo tudo
com a loucura por perto

a tristeza que moe
as boas horas do dia
só espera de ti
um pouco mais de alegria

que ninguém na vida é menor
por cotação de moeda
saber disso de cor
quem é maior desapega

se um dia rirem por fim
a voz é do grande poeta
que um dia disse assim
"quem vê paz não se entrega"

o céu fica claro
quando se permite voar
só se fica pequeno
aos que não vão deslumbrar

purgatório constante
imensa falta de luz
é o inferno de Dante
em prosa que lhe seduz

cantar é preciso enquanto não lhe tiram a força do sol...
a bela princesa, gela a cerveja
um pouco do bom...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Alguma coisa sobre flores e lua

Nem tudo eram flores,
E não havia de ser...
Nem todas as flores me agradam,
e o grado, nem sempre agrada!

Vida,é vida mesmo quando sonho,
E sonho, é sonho mesmo quando vida
Apagando ou acendendo a luz
A vida se faz vida, e o sonho se faz sonho

Que a venda caia,
Vire algema,
Muda de função,
Volte,
Desapareça,
Noite após noite
Mas sempre com a Lua

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Nossa trama

A gente bate na ponta da faca, se faz de panaca pra azeitar um tempero
Tá na cara que a gente não para que a vida tão chata nos trouxe o perfeito
E tudo passa com a cara tão limpa, com sorriso no ar, um leve desespero..

Quem sabe foi você?
Quem sabe foi...
Quem sabe foi você?
Quem que tramou?

O todo, o pouco as vezes é muito,as vezes não basta, se afoga no vento
A sua voz, a minha paz,meu raro, meu raro pensamento,,,
A noite é maior com a distância, única ganância é te forjar no momento
Mas não te encaixo em formas batidas, a pegada da vida é evitar moldes feitos

Quem sabe foi você?
Quem sabe foi...
Quem sabe foi você?
Quem que tramou?

Já não pesa se for pra Bruxelas, Londres, Bahia ou na beira da pista,
Nossa viagem não concorda com a seta, você é a rota e eu sou a brisa
Se jogando nas flores do quarto é que comemos o medo na paz de quem acredita
Invertendo a ordem das coisas , prática da noite na teoria do dia...

Quem sabe foi você?
Quem sabe foi...
Quem sabe foi você?
Quem que tramou?

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Graves Águas Turvas.

Dois acidentes de graça
Você é o que você vê
Eu não posso ver sua paixão tão grande
Estou congelado em sua África
Aquilo são árvores?
Aquilo são árvores?
Dormindo no seu respeito por mim

O fim está chegando?
Suas cicatrizes na mão não encontram paz.

Chorando, chorando
Quebrando todo o silêncio
Como uma boca no fogo
Todo tempo eu agravo minha fuga
Fora da tortura das suas aguas turvas
Graves?
Aguas,
Turvas?

O fim está chegando?
Suas cicatrizes na mão não encontram paz.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Volte logo.

eu corro contigo
vou ao chão e ao mar com dedicação
é simples o cheiro que vem de ti
e é só isso que faz o dia maior

bem que tentei fugir desses laços
mas o medo não foi maior
nem segredo , nem dinheiro
nada compra nosso bem

vá para longe
volte logo
não deve ser assim...
sua vida
seu caminho
não lhe tira de mim...

é constante o desperdicio nesse raro amor
de braços abertos sempre estarei onde quer que for.

passos tortos sem prever o tom desse apego
sem prender, sem soltar
sem que você saiba
tive tudo sempre em mente em cartas marcadas

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Pazdelia.

eu penso nisso e é perder tempo
vivo em uma falha e rolo por ai
brincando para baixo
eu espero muito com graça e amor
me mantenho em forma da paz
carrego a face com desanimo
eu vou quebrar meu coração
e nao quero o céu
a paciência que ele dá

matando o silencio
degustando mentes abertas
nos conte, chame isso
muita pressão para a minha cabeça

bonita com flores no caminho
e o meu próprio perigo vai longe
porcelana filtra meia dor
tocando sua figura
posso idealizar esse momento?
desça as escadas
como eu e minha fé
apenas sobre nós
e todas as cores de suas mãos

matando o silencio
degustando mentes abertas
nos conte, chame isso
muita pressão para a minha cabeça

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Circolorido.

Circolorido tudo é picadeiro pra você

Boa noite senhoras
Senhores não vão se atrever

Brilho em azul e roxo
Assim te vejo voar
Lá de cima o tombo nunca vai anunciar

Treme, treme, treme o corpo de te ver
Fujo do palco,
Aplausos raros perto de você
que tem o jeito certo de prender minha atenção

Cresce a lona e se compro o circo é capaz de crescer o anão.

Cult-Cult

Cult é o caralho
Enfia o vintage no rabo do indie

Mata o Almodovar
E aquela banda que imita Joy Division

Já foi cabelo de lado
Quadriculado a bolinha
E o colorido do tal do new hippie

Foda-se o som grego
A calça atolada no rego
E a bosta da graça da sua "t-shirt"

Tira o óculos preto
Rasga esse ar de prefeito
Da merda de Sp Nerd City

Quer ser raro?
Enfia a cabeça na bosta
Rebelde quase chique
Tudo que a mamãe não gosta
Diferente é ter vivência
E não proposta
Tatua a rereferência do filme cool nas suas costas?!

Chama Sol

O cigarro que larguei aceso
A fumaça no peito
A tatuagem estragada com a dança parada

Decoração imprudente do corpo que cai
O calor duplica a tangente
A escada é luta sem ar

Saboreando o dom da preguiça
Esperando o dia acabar
A luz é coadjuvante como o livro na estante
Cinza escuro de pó e cinzas

E quando o Sol sair sou eu que vou raiar
O infinito espera bem do lado de lá
E quando o Sol raiar sou eu que vou sair
O infinito é pequeno só pra quem sabe fugir.

Folia estreita.

Eu só quero folia num pinguinho de dia
Tira o ranço do rosto é o que desfaz o desgosto
É a cachaça bem leve que constrói a alegria
Desvia a rota do olho acostumado com o pouco

Aquele plano não foi de viver
O sol queimou bastante em você?
Não tem mais graça, não tem mais calor
É tudo estreito cheio de espaço

Sobra tempo pra cantar se quiser
Um pouco a menos de suor se quiser
O tempo é pouco não se engane meu rapaz
Folia a mais.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O mar é teu.

Como grande chuva me inundou
Me sinto em paz
Me veio em paz
Cabelo ao vento, você que me esperou...
Assim não há como lamentar
Sei que só pode ser você
Embora sem o peso que isso pode ter

Simbora no barquinho que o mar é teu...
De canto ou ladinho tudo que se vê..... é teu
O horizonte , o sorriso que isso seja meu

Pequena, hoje é dia de celebrar
Pequena
Deixa o mar mansinho e vem pra cá
Pequena
Aperto o passo se for pra te achar
Pequena

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Fim do Bouquet

Cabeça de porco sentado na mesa não quer dançar
O fino do moço, o fundo do poço é pra alcançar
Você quer o troco
Eu quero o osso
Não vai durar.

Estique a boca aberta em silêncio, o doce vai chegar
Lambuze o teto da boca é desejo que se faz

Só não perceba que ele não vai ver
O grande engano do fim do bouquet
Comas as flores e o resto do crochê

A dançarina sempre foi você.

Sonhos do B.

Nao me dói duvidar,
Me dói é ter certeza
Ao menos me diga um não
Não forje essa nobreza

Desça do altar
Não brinque de princesa
Eu vejo no seu olhar
Muito mais do que pensa

Muito mais que a sua crença

A verdade um dia apenas
Se é grande o esforço me desculpe pequena

Beba mais se for pra dizer
Mais um gole do seu vinho
Sinta a culpa toda em você
Em casa ninguem se sente sozinho

Quando nao sabe desanda a correr
Mas as vezes nem sabe o caminho
É tudo rápido e sério em você
Não é moral e não é carinho

Um pouco mais que carinho...

A verdade um dia apenas
Se é grande o esforço me desculpe pequena

Vida crua

Corte com faca
Arranque sua dor da ultima veia que sobrar
Sujo por toda a vida
É só um dia pra se orgulhar
A boca em nó
O nó do nojo que tanto fez e te calou
Estandarte carregado, cravejado de rancor
Em um peito maculado por palavras sem valor.

Desculpe o tom,
O desafino,
Vida crua não se importa com o destino
Desculpe o tom,
O desatino,
Vida crua não se importa com o destino

Corte com faca
Arranque sua dor da ultima veia que sobrar
Sujo por toda a vida
É só um dia pra se orgulhar
A boca em nó
O nó do nojo que tanto fez e te calou
Estandarte carregado, cravejado de rancor
Em um peito maculado por palavras sem valor.

Desculpe o tom,
O desafino,
Vida crua não se importa com o destino
Desculpe o tom,
O desatino,
Vida crua não se importa com o destino

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Escudo de risos

Não, não, não. Não peça perdão
Mas não negue aquilo que meus olhos veêm.
Seu pano é grosso, mas olhos atentos descobrem
Quem é você?
Afinal quem devo ver?
Escudo de risos não servem pra proteger
Segredos no fundo dos olhos
Quem é você?
Já vi moscas e serpentes por ali
No fundo do fundo das coisas é tudo assim.
Me mostre o lado que queira
Eu vejo você.
Se aperte em fatos renegados
Vai aparecer...
Escudo de risos não servem pra proteger
Segredos no fundo dos olhos
Quem é você?
Quem é você?
Já vi moscas e serpentes por ali
Afinal quem devo ver?
Biópsia

Você não quis aceitar nem ir embora de graça
Fez miséria pra levar contigo um pedaço
O maior pedaço que conseguiu
Dona não foi tão cruel assim
Teve sangue rolando na cena e um pouco de cena no sangue pulsando
Portas fechando e a cara aberta sem trégua ou marca maior
Sei que não te conheço, mas nao pense saber meus segredos
Lamento um pouco, mas sei mentir
Cavando fundo sem paz em ti
É o caminho que decidiu então não faça menção a mim

Que você caia fundo e tenha medo sempre
O amor será tão duro,
Vingando o meu presente


Vai olhar pra trás, vai me ver pequeno na estrada
Se perceber que nada nada nada sobrou
Vai ser perfeito
Pq eu sou feito de pena e estou inteiro
Pesado em calibre forte sem fuga frágil
É teu o seu pedaço , seu desejo , o seu escárnio
Cavando fundo sem paz em ti
É o caminho que decidiu então não faça menção a mim

Que você caia fundo e tenha medo sempre
O amor será tão duro,
Vingando o meu presente

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Santa paz?

Na santa paz?
Na santa paz de Deus?
Quem quer paz?
Quem quer Deus?
Quem faz paz?
O que é que Deus faz?

Quem faz Deus?
Quem faz Deus?
Quem faz santo ?
E o milagre?
E o pranto quem cura?
A sua paz e a loucura?
É só paz!
É só santo!
É só paz!
É só Deus!

Se é humano!
É engano !
É segredo !
É profano !
É só paz !
É só santo !
É só paz !

É só Deus !

Quem faz paz?
Quem faz Deus?
Santa paz?
Santo Deus?
O milagre e o adeus
Tanta faz !

Tanto "Deus"...!
Quando tú não vens.

As vezes quando tú não vens
Em transe fico a te esperar
Sentado em cores que não lhe dei
Em prosa e brisa de ventar

Só pode ser rara eu sei
Se assim o tempo vai parar
Roxo é o mundo que pensei
Aconchego pra te ver dançar.

Ela flutua .
É Deusa do tempo
Nas flores de Deus
Doce do meu desejo

Se cala é só porque quer
O silêncio come o que fascina
Sustenta a face de mulher
Em um instante volta a ser menina.

Pagando caro por só ser
Estrada, ou luz que pouco faz
Escravo entregue sem temer
O cravo, a pena e o luar

Ela flutua .
É Deusa do tempo
Nas flores de Deus
Doce do meu desejo

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ramelo

Calado, calado , calado ,calado,calado
Falando, falando, falando besteira
Sem trégua, sem rédea, sem leito, sem leite, sem peito, sem eira nem beira
Perdido no meio do pasto soltando o laço fazendo careta

Sheueiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Juro que vou explodir
Sarandoooooooosarandooooooooosarandoooooosarandooooooo
Que é?que o céu vai cair...?!

Cabeça no prego sem tacha/tarracha que faça subir
pra baixo ,pra baixo ,nada quase pra ser feliz

Sheueiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Juro que vou explodir
Sarandoooooooosarandooooooooosarandoooooosarandooooooo
Que é?que o céu vai cair...?!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Basta.

Cobrar cada noite passada,
Cada risada,
Cada lugar em que a Lua não se pôs não é decifrar segredos com intenção de machucar.
Cada noite passada é passada e isso já basta .
Corre o tempo, passam os meninos e por aqui é que eu fico
Não é o fim do poço ,não é a luz do túnel.
Não basta.
Não basta viver nem querer,
Prender ou soltar.
Imaginar ou fazer birra por sentir,
Para sentir...
Almas são almas e isso já basta
Cheias ou vazias são almas
Desejam, confundem e se fundem
Dançam a dança do momento para se arrepender depois
E isso não basta.

sábado, 23 de agosto de 2008

Mimesis1




Vira bola...
Se encolhe todo e frio impassagerio passa, medo vai embora...
Já nao sabe que parte é o que...


Mimesis; mimesis; mimesis mimesis

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

No bloco dos humildes alguém tão distante quanto eu.
No cordão de balançar e não cair.
Suando mão suada que já não suava.
Torto-torto passei,torto voei e foi por aí.

Tenho medida do andar dessa paixão.
Sou em segredo filho da contradição.
Agarro chance que nem se é pra mim.
Não tento o não, mas nunca fugi de um sim.

Foi seu cabelo preso naquela flor.
Charme pequeno o tempo que agigantou.
O sorrisão ainda brilha, mas aflito.
Dessa história só quero o "leve irrestrito"

Que o pesar já não faz minha cabeça
Feito de carne mesmo que o sangue não queira
É só desejo ou é só amor
É só bobeira...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008


- Seu cavalo tem pernas curtas!
dei de ombros
- Esse tombo é iminente!
conselhos nunca me importaram...

Importam agora?!

O gingado mudou,
Se o cavalo desandou a refugar foi por um bom motivo,
Seu trote no chão se esvaiu rumo a lua e hoje ilumina até minhas marés,
É o farol, é Alexandria, é a coisa toda!

- Mas quem sempre foi da terra nunca tira pé inteiro do chão!
duvido de tudo hoje em dia...
- Ih , sei lá hein...


- Pois é, eu também.

terça-feira, 5 de agosto de 2008


Faltam palavras
e sinto muito
nenhuma sensação é sobra

Vejo certa dificuldade em soltar o laço
e há certa apreensão em andar na escuridão

O lenço deixa as pernas livres...
os braços soltos..

Faltam palavras
e sinto muito
nenhuma sensação é sobra

O lenço faz com que me lembre de ritmar a respiração...
os braços soltos..
as pernas livres...

Provo aquilo que me esquecia que era possível provar,
sem pressa.

Descontruo tudo e depois recomponho de novo, e de novo e de novo....
e recomponho provando o novo, de novo, de novo...
ei....





(risos agudinhos e divertidos)






psiu...


(risos agudinhos e divertidos)





Acredita?!
Não ne?!







Isso é coisa de conto de fadas...
é pras crianças....
(gargalhadas....)




São os meus partenses que nos separam....



Pra ter luz ?
Brilha, brilha que é luz !
Pra chegar alto ?
Voa, voa que é fácil !

Brilha voando !
Voa brilhando !
Vai vagabundo !
vai pirilampo !

Tudo da terra é de comer!
Tudo no céu há de cair!

Fogo no fogo!
Comida no prato!
Tudo é pouco!
Nem tudo é raro!

Brilha voando!
Voa brilhando!
Vai vagabundo!
Vai pirilampo!