segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Leve por lebre.

toda essa burguesia
todo esse dinheiro
essa paz que se compra
nesse falso contexto

convence o fraco
na crença do desejo
por fim sai barato
doutrina desespero

e quem vive avoado
mal se repara na vida
aceita tudo calado
tendo o prato e a comida

sei que se ele soubesse
da força da sua mão
não a daria à palmatória
em paz com sua servidão

e o que te faz mais distante
é o sonho real
nao ser mais figurante
no seu próprio quintal

caminhar sem sentido
nas vias em construção
ser barrado em um banco
foi pagar e é ladrão...

cantar é preciso enquanto não lhe tiram a força do sol...
a bela princesa, gela a cerveja
um pouco do bom...

admitir o absurdo
sob os olhos abertos
querer aquilo tudo
com a loucura por perto

a tristeza que moe
as boas horas do dia
só espera de ti
um pouco mais de alegria

que ninguém na vida é menor
por cotação de moeda
saber disso de cor
quem é maior desapega

se um dia rirem por fim
a voz é do grande poeta
que um dia disse assim
"quem vê paz não se entrega"

o céu fica claro
quando se permite voar
só se fica pequeno
aos que não vão deslumbrar

purgatório constante
imensa falta de luz
é o inferno de Dante
em prosa que lhe seduz

cantar é preciso enquanto não lhe tiram a força do sol...
a bela princesa, gela a cerveja
um pouco do bom...

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